Uma Odisséia com iPad na Escola

Guilherme Freitas, 16 anos, recebeu como herança de seu pai o amor incondicional à empresa de Tio Jobs. Sua novela com a Apple começou aos 13 anos, quando ganhou seu primeiro iPod Nano de 8G que ainda reside no âmago de seu coração. Atualmente, tem um iMac e um iPad que, junto de seus amigos e de sua família, são as maiores fontes de alegria de sua pacata vida. Cursando o terceiro ano do ensino médio, o jovem maclover aspira a carreira de arquiteto, desejando trazer muita tecnologia e muitas frutas para a construção civil do futuro. Ama escrever e ler e, por vezes, se aventura no mundo da poesia clássica. É membro da equipe do iPod School 🙂 – Twitter @_GuiFreitas_

Nos últimos posts do blog, temos visto situações curiosas sobre o incentivo à utilização do iPad no ambiente escolar/universitário. De alterações no regulamento a empréstimo de gadgets, unidades de ensino de todo o mundo tem feito de tudo para promover, a seus alunos, uma aprendizagem muito mais agradável e interativa. Porém, esses casos são raras exceções. No panorama geral, as escolas – em principal brasileiras – não se rendem à revolução tecnológica, preferindo estruturar-se de alicerces antiquados e tradicionalistas ao extremo. A juventude mudou, mas os métodos educacionais estagnaram; gerando um déficit bem grande de aprendizagem de adolescente. Mesmo sabendo dessa triste realidade, o autor que aqui vos fala (escreve) decidiu abusar de seu iGadget e tentou driblar todas as regras para levá-lo à sua escola – um ambiente que, segundo regimento escolar da unidade em que estuda, não permite uso de “equipamentos eletrônicos em geral”. Toda essa épica e sangrenta saga você acompanha logo abaixo:

Entrar na escola não foi o problema. Não havia nenhum tipo de revista ou detector de metais nas entradas do Colégio. Ufa.

Na primeira aula – Inglês – não senti necessidade do uso de nenhum material; portanto, o iPad continuou guardado no âmago de minha mochila. Passados os 55 minutos de prazer – sim, eu amo Inglês! – iniciou-se a verdadeira Odisseia de meu tablet.

Hora da aula de Matemática.

Para aqueles que ainda não sabem, a matemática algébrica ensinada no Terceiro ano do Ensino Médio não se limita a números e sinais. Portanto, meu Pages de $9,99 não seria suficiente para aguentar à insanidade de meu professor de álgebra. Foi então que entrou em cena um aplicativo que me conquistou e que aconselho para todos vocês.

Por ter uma interface intuitiva e super prática, foi fácil usar o Penultimate para realizar meus rabiscos e garranchos matemáticos. Dotado da melhor invenção do homem – o CtrlZ – o aplicativo me fez economizar um bom tempo; além, é claro, de poupar páginas e páginas de meu caderno feito de pobres arvorezinhas.

55 minutos – e algumas páginas – depois, encerrava-se a aula de algebra. O que viria na sequência seria moleza para a potente máquina da Maçã.

Hora da aula de História

Simples, rápido e prático. Foi muito fácil formatar, editar, escrever e apagar usando, dessa vez, o Pages do pacote iWork. A aula procedeu-se normal, como se estivesse usando meu caderno comum – a não ser, é claro, da rapidez com que a tarefa de escrever se sucedeu.

Encerrada a aula sobre idade média, o iPad teve de exercer todo seu potencial como máquina de entretenimento. Chegava o intervalo. Chegava o descanso.

Chegava Angry Birds…

Com o término da pausa, recebemos novamente a ilustre visita do professor de matemática; que procedeu-se da mesma forma que a anterior. Risca ali, escreve lá, e estavam prontas minhas anotações.

Logo em seguida, tivemos uma aula de química e uma de geografia – que rendeu um elogio a meu aparelho. Ambas, naturalmente, não foram diferentes das demais.

E assim, depois de muitos “deixa eu ver!”, encerrou-se o dia de meu querido iPad. Mesmo tendo que driblar o regulamento por diversas vezes, valeu a pena ter meu fiel Sancho Pança ao meu lado durante o dia.

De forma alguma teria sido prejudicado pelo não uso do tablet. Se não o tivesse, teria o auxílio dos fiéis lápis e papel nas atividades anteriores, obviamente; porém, usar um equipamento eletrônico para os estudos é muito mais interessante e prático do que render-se ao tradicionalismo. A capacidade de enviar minhas anotações como email e/ou compartilhá-las com meus amigos é MUITO interessante, uma vez que pode facilitar bastante a arte de aprender.

Vale lembrar que, na cidade onde moro, não existe incentivo nenhum à tecnologia nas salas de aula. Enquanto estudantes metropolitanos esbanjam de redes cada vez mais rápidas, não temos sequer um ponto de wi-fi para utilizarmos da conexão com a internet nas aulas. Caso sua escola permita essas e ceda “regalias”, não hesite em usar sua poderosa máquina!

Os aplicativos citados acima são muito bons! Compre-os, não irá se arrepender. Seguem os links:

Angry Birds HD

PenUltimate

Pages

 

Nós, da EADes envolvimento humano, agradecemos ao Guilherme pelo belo texto. Gostamos muito da forma como ele apresenta um sentimento e desejo coletivo por novas possibilidades na educação, especialmente com o uso de tecnologia. Acreditamos e apoiamos jovens como o Guilherme que compreendem a força da internet e das novas tecnologias. 

Daniel Martins, Adriana Gandin & Equipe

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