Entrevista sobre o uso de tablets na educação

Recentemente nossa diretora pedagógica Adriana Gandin concedeu uma entrevista à Patrícia Gomes do site porvir.org

Confira trecho da entrevista …

(…) Apesar da entrada maciça dos tablets no mercado, os professores “migrantes digitais” vêm adotando apenas gradualmente o uso da tecnologia no seu cotidiano e nas suas práticas pedagógicas, em atividades mais simples do que ela pode proporcionar. Prova disso é que 17% dos 1.821 professores consultados em pesquisa do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação disseram ter algum tipo de dificuldade ou nunca nem sequer ter mando um e-mail. Diante de dispositivos móveis como iPads e similares, então, a insegurança é grande. “O professor fica apavorado e acaba não usando”, diz Adriana Gandin, diretora pedagógica do projeto “iPad na Sala de Aula”, que presta consultoria, desde 2010, a escolas para capacitar professores para usar o dispositivo.

Como tudo é ainda muito novo, afirma Adriana, o professor fica com medo. “Eles me perguntam se o aluno não vai ficar no Facebook ou no Twitter. Eu digo que a aula tem que ser boa para prender a atenção dos alunos e, se os garotos entrarem nas redes sociais, que seja para uso pedagógico”, afirma. Ela começa, então, a apresentar as vantagens do aparelho, entre elas a facilidade na realização de pesquisas, na partilha e no registro de informações, acesso a recursos, como registro de imagens e vídeos, e uma infinidade de aplicativos, além, é claro, da mobilidade, que permite que a aula ocorra em qualquer outro ambiente que não a sala de aula.

De acordo com Adriana, a equipe “iPad na Sala de Aula” identifica as necessidades de cada escola, segundo seu projeto pedagógico, e faz sugestão de uso. A instituição não precisa comprar um tablet por aluno. “Tendo 20 tablets, já dá para fazer um trabalho. Formam-se grupos para atividade em equipe e, com isso, os alunos aprendem a compartilhar”, diz a especialista, para quem o cuidado com o aparelho acaba trazendo uma oportunidade de desenvolver aspectos relacionados à educação integral. “Mesmo os alunos pequenos sabem que o aparelho é caro, que é preciso ter cuidado na hora de usar, tem que dividir, esperar, limpar e desligar quando acabar.”

Entre as sugestões sob medida para cada escola, Adriana diz que seu projeto também aponta alguns aplicativos grátis que podem ser usados pelos professores de determinadas disciplinas e ainda treina os docentes para encontrar outros sozinhos. “O universo dos aplicativos é um mundo à parte. Tem aplicativo que mostra a tabela periódica em formato tridimensional, tem aplicativo que ajuda no processo de alfabetização, montando as palavras”, afirma. (…)

ENTREVISTA ORIGINALMENTE PUBLICADA EM http://porvir.org/porpensar/empresas-desmitificam-tablets-para-professores/20120705

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